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Inovar é preciso, mas para quê?

Sob fundo amarelo, duas mãos seguram um celular em frente a uma rede de avatares conectados.
0 Inovação, Ética, IA - Inteligência Artificial
A palavra inovação se tornou a queridinha das empresas, startups e empreendedores. Vivemos tempos em que o conhecimento da humanidade dobra em espaços de tempo cada vez mais curtos e vivemos milhares de anos de evolução em cada século. É preciso inovar para se manter vivo e relevante, em todos os aspectos. A inovação move o mundo e as pessoas. Todos os aspectos da nossa vida estão mudando radicalmente e muito rápido: seja na educação, no trabalho, na medicina, na entrega de serviços ou na forma de obter informação.


Em tempos de globalização e, mais recentemente com a pandemia da Covid-19, estamos vendo a necessidade cada dia mais urgente de recriarmos o mundo em que vivemos, nossas formas de trabalhar, de fazer negócios, de comprar alimentos, de nos relacionarmos conosco e com o nosso meio.

Muito se fala no conceito de Sociedade 5.0, em que as soluções tecnológicas serão direcionadas a solucionar problemas sociais, atender as necessidades do ser humano e melhorar a qualidade de vida da população.

Então, quando pensamos em inovação, o maior desafio é colocar as pessoas no centro porque pessoas interagem com outras pessoas, pessoas se engajam com pessoas, pessoas são importantes para pessoas. O mais novo modelo de marketing é o Human to Human (H2H) e não mais Business to Business (B2B) ou Business to Consumer (B2C) porque os especialistas se deram conta de que criar conexões entre pessoas dá mais resultados. Falar e falar sobre as vantagens do seu negócio é menos impactante do que contar estórias e tocar vidas.

A tecnologia veio para ficar e evolui muito rápido. A Inteligência Artificial está transformando tudo o que conhecemos, seja uma cirurgia complexa ou o funcionamento de um carro. E também está substituindo empregos e negócios inteiros. A professora de AI da PUC-SP, Martha Gabriel, nos conta que para não sermos substituídos por robôs, não devemos ser robôs.

Segundo Martha, um ser humano empoderado pela tecnologia é muito melhor do que um ser humano que conhece muito sobre algo. Pense em um motorista de táxi inglês nas ruas de Londres em comparação com um estrangeiro nas mesmas ruas utilizando o Waze.

Mas temos que usar essa simbiose Homem-Máquina a nosso favor.

A mão de uma pessoa aperta uma mão feita de linhas de luz que sai da tela de um notebook.

Isso significa que devemos olhar para o temos que de mais humano e onde somos melhores que as máquinas, como:
  • Empatia
  • Ética
  • Emoção
e usar isso junto com a tecnologia para solucionar problemas reais e pensarmos idéias criativas e sustentáveis para melhorar o mundo em que vivemos.

89% dos consumidores deixam de fazer negócios com uma marca se eles têm uma experiência ruim. Esse índice é ainda maior se estivermos falando também de experiência de acessibilidade.

Por isso devemos investir nosso tempo em tecnologia, sim, mas também em humanizar os processos, em respeitar o ambiente em que vivemos, em compreender que ou nosso negócio é bom para a sociedade como um todo ou muito provavelmente ele desaparecerá num futuro próximo.

Gil Giardelli, professor convidado em Stanford University e MIT, diz que para nos tornarmos uma sociedade mais inovadora precisamos entender que ou o mundo será de todos ou não será de ninguém. "A inovação acontece quando você compartilha sabedoria e também prosperidade". Para Gil, inovadores não são os especialistas em ciências da computação, apesar de a tecnologia ser muito importante, mas sim os que entendem sobre as 3 ciências: humanas, exatas e biológicas. É o profissional sempre curioso que constantemente se pergunta: qual o impacto social disso que estou fazendo? Além de usar parte de seu tempo para pensar um pouco sobre o futuro.

"Por exemplo, se tenho uma padaria, se perguntar: O que as padarias do mundo estão fazendo? No futuro, as pessoas vão querer comer um pãozinho integral ou um pãozinho Francês que pode trazer gordura?", complementa.

Um grupo de pessoas apontam para um mapa esférico do mundo rodeado de pontos conectados.

Então, como ser mais inovador em seu negócio? 

  • Se questione.
  • Seja mais empático.
  • Seja pessoal e mais humano.
  • Coloque a ética no centro dos desafios do seu negócio.
  • Seja autêntico e inspirador.
  • Imagine o futuro.

O sucesso é o sucesso compartilhado. A prosperidade é a prosperidade compartilhada. Assim como a felicidade de todos nós.

Vivemos em uma aldeia global, como chamou Marshall McLuhan. Não há mais espaço para nos enxergarmos como seres independentes e separados uns dos outros e do meio ambiente. Precisamos pensar a longo prazo e no futuro que estamos criando a todo instante, para nós e para as gerações futuras. Desta forma, estaremos inovando para a criação de um mundo e uma sociedade melhores e a prosperidade será uma consequência.

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