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Texto Alternativo para Imagens (alt text)
O texto alternativo para imagens, o famoso alt text, é a boa prática de acessibilidade mais conhecida e falada nas redes, mas por incrível que pareça, ainda é uma das grandes barreiras encontradas na web. Um passo pequeno para quem cria conteúdo, mas que faz uma imensa diferença na vida de milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Por isso, criei esse artigo contendo as principais informações sobre o tema, com dicas práticas para ajudar a eliminar essa barreira da web.
O que é texto alternativo e por que ele importa
Descreva o propósito, não apenas a imagem
Por isso, uma das orientações mais importantes é:
O fluxograma do W3C não é só didático, ele resolve conflitos reais
Por exemplo:
Uma linha separando conteúdos é decorativa.
Tipos de imagens e como descrevê-las
1. Imagens informativas

"Cachorro"
"Golden retriever correndo atrás de uma bola em um parque ensolarado"
2. Imagens decorativas
Exemplo:
Neste caso, use aria-hidden=”true” + alt="" (nulo)
3. Imagens funcionais (botões/links)

"Lupa"
"Buscar"
Descreva a função do ícone, não sua representação visual.
4. Imagens com texto

5. Imagens complexas (gráficos, infográficos, etc.)
Exemplo:

- Alt: "Gráfico de crescimento de vendas de 2020 a 2024"
- Texto complementar posicionado próximo à imagem: explicação de todos os dados contidos no gráfico.
O Alt deve ser sempre conciso, de preferência, não ultrapassando 100 ou 125 caracteres. Os detalhes devem ficar fora dele.
Boas práticas para escrever o texto alternativo (alt text)
- Seja conciso
Ideal: até aproximadamente 100 ou 125 caracteres ou 1 a 2 frases.
O famoso “limite de 125 caracteres” não é uma regra das WCAG. Ele vem de limitações históricas de leitores de tela. O que realmente importa é a clareza, objetividade e adequação ao contexto. Um alt pode ser maior se necessário, mas isso geralmente indica que a informação deveria estar fora dele. Textos alternativos muito longos tornam a leitura exaustiva para as pessoas. - Priorize o mais importante
Comece pelo que realmente importa. - Não descreva tudo
Foque no essencial, não em cada detalhe visual - Considere o contexto
A mesma imagem pode ter descrições diferentes dependendo do contexto ou da página. Esse é um dos conceitos mais importantes e negligenciados.
Por exemplo, uma foto de uma pessoa usando um notebook.
Em um artigo sobre trabalho remoto, o alt da imagem acima pode ser: “Pessoa trabalhando remotamente em um notebook”.
Já em um artigo sobre postura, um texto melhor para o alt seria: “Pessoa curvada usando notebook sem apoio ergonômico”.
A imagem é a mesma, mas o alt muda completamente. - Use pontuação
Ajuda na leitura por leitores de tela. - Não repita conteúdo próximo
Evite duplicar legenda ou texto adjacente. Um erro comum é repetir o conteúdo visível no alt porque a redundância torna a experiência do leitor de tela poluída e cansativa.
Imagine uma imagem com o código HTML:
<figure>
<img src="grafico.png" alt="Gráfico de vendas de 2024">
<figcaption>Gráfico de vendas de 2024</figcaption>
</figure>
O usuário ouvirá a mesma coisa duas vezes com o leitor de telas.
Se a legenda já for suficiente para descrever a imagem, é melhor deixar o alt nulo:
<img src="grafico.png" alt=""> - Não crie conteúdo alt apenas para SEO
Isso gera problemas e prejudica usuários de leitores de tela. Alt não é campo de palavras-chave e sim um recurso para tornar o conteúdo acessível. - Não omita o atributo alt em imagens decorativas
Este é um detalhe técnico que poucas pessoas conhecem. Ao incluir o aria-hidden=”true” + alt="" em uma imagem decorativa, ela é ignorada por leitores de tela. Se a imagem for inserida apenas sem o alt, o leitor de tela tenta interpretar o elemento, mas sem informações suficientes, o que prejudica a experiência da pessoa usuária. - Não confie apenas na IA para criar descrições de imagens
Ferramentas de Inteligência Artificial podem ajudar a criar descrições, mas elas ainda erram muito e não conseguem compreender o contexto. Além disso, podem criar informações em excesso. Por isso, a revisão humana e o bom senso continuam sendo fundamentais.
Dica:
Antes de publicar uma imagem, pergunte:
- Essa imagem é informativa, funcional ou decorativa?
- O que essa imagem comunica? O alt descreve o propósito dela?
- Está curto e claro?
- Evita redundâncias?
- Faz sentido fora do contexto visual? O que o usuário perderia sem ela?
Conclusão
Escrever bons textos alternativos não é apenas uma tarefa técnica, é uma prática que inclui milhões de pessoas na experiência e uso da web. Pequenos ajustes no alt text podem transformar completamente a experiência de pessoas que utilizam tecnologias assistivas.
Ajude a tornar a web um ambiente cada vez melhor e mais inclusivo. Não descreva imagens de forma automática ou padronizada. Lembre-se de que não existe uma descrição “perfeita”, mas sim a mais adequada a cada contexto. Afinal, criar o alt text é também uma arte, a de comunicar imagens em palavras.
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